Quando você é seu pior inimigo! (Conversivo, psicossomático ou somatoforme??) 🤔
Aparentemente, minha emoções me adoecem e, apenas saber nomea-las, identificar quando cada uma assume a sala de comando (numa excelente alusão ao filme Divertidamente) não parece ser o suficiente para saber lidar com elas.
Quando, a despeito de toda luta, surra, manha, façanha, artimanha, gana, entranha que eu tenha que dilacerar por dia, para - ENFIM - finalmente eu possa estar na direção daquilo que vai me colocar onde eu QUERO ou PRECISO estar... Eu também ser aquela que, no último segundo, do segundo tempo, da prorrogação, coloco TUDO A PERDER e, o que parecia tão certo, tão tácito, tão perto.... Escorrer, escapulir, escorregar, dissolver, diluir, sublimar como poeira cósmica para a infinitude do universo!!!!
Eu cresci ouvindo muitas coisas sobre isso:
---> A Carol precisa aprender a "racionalizar as emoções!"
---> A Carol precisa parar com essa "mania de se vitimizar" (falando das minhas poucas, mas várias 🤦🏻♀️ tentativas de verbalizar os meus "porquês").
---> Vocês sabem, por mais que a Carol diga que podemos falar com ela sobre qualquer coisa, "ela é muito sensível, faz uma tempestade em um copo d'água", melhor não falar nada para ela (não importa se fossem sobre mim ou sobre comportamentos dela...)
---> A Carol é muito intensa, muito complexa, gosta de se aprofundar em tudo... Ao invés de ajudar, ela só vai piorar a situação, exagerando as coisas. Por isso, "é muito difícil lidar com a Carolina", porque ela probletizar tudo. Tudo pra ela é uma questão. Tudo é motivo para infinitos esclarecimentos e explicações. Cansa!
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Éeeee, agora, estando eu do outro lado, como a pessoa que está tentando lidar com essa Carol - que ficou parada no tempo por 3 anos - e que agora, com paciência, dedicação e toda (mesmo que pouca) gentileza e generosidade (que encontro) eu devoto a ela... HOJE, 13/08/2025 (quarta-feira, para alguns, dia de Hécate, aniversário da Guiomar, lua minguando nesse fim de inverno seco e típico do sudeste do país!!) talvez eu concorde com essas coletâneas de memórias afetivas que, em retrospecto, posso contextualizar dos meus 7 aos meus 37 anos.
---> NÃO, definitivamente, não sou mais aquela que um dia bastava aprender a "racionalizar as emoções!". Hoje, como autista, borderline, paciente de TCC, feito curso de habilidades em DBT e, lógico, mãe de um autista... Que só queria ser uma professora de educação básica (e que, desde a BNCC de 2019, sabe que é parte das competências de qualquer docente, incluir em sua licenciatura o ensino de Habilidades Sócio-Emocionais, principalmente após a pandemia do COVID -19) eu não posso ser simplesmente um receptáculo de emoções que vão e vem, sem aviso prévio, feito um tsunami que me devasta e, depois, só me deixa aqui com uma porção de escombros e destruição para limpar!!!!!!!!!
Um terremoto de magnitude 8,7 atingiu a Península de Kamtchatka, no extremo leste da Rússia, gerando alertas de tsunami para várias regiões do Oceano Pacífico
---> com a ajuda do diagnóstico tardio do autismo e da compreensão da dificuldade na rigidez cognitiva que subjulga a nossa fala, diante de uma sociedade capacitista e desinformada... A subjugação do rótulo do "vitimismo" é um dos mais comuns entre a comunidade integrante ao Espectro. Hoje eu sei...
E, curiosamente, "racionalizar essa emoção horrorosa de falta de acolhida, que transforma a vítima em seu algoz, após décadas... Não ajuda em praticamente em NADA (quem imaginaria...). Porque, o corpo, a mente, e todos os pôros do organismo e células memórias que são despertas em situações de emoções recorrentes são imediatamente gatilhadas!!! E olha que curioso: gatilhadas por você mesmo! Que passou décadas acreditando nessa mentira. Mas a emoção vem de um pensamento disruptivo, certo? E ele está lá! Há tanto tempo que já não sabemos nem o que poderia em seu lugar, que lhe conferia legitimidade, antes dele se instaurar. Como uma máscara que, de tanto tempo grudada a pele, ao retirá-la, não há um traço de pele original, se quer, que nos fizesse lembrar como era ser "de verdade, real", sem o subterfúgio!
---> Em um mundo cada vez mais duro, cruel, individualista, sem empatia, sem humanidade; sem muito sensível pode aparentemente ser um excelente atributo social: desde que seja algo que esteja a serviço do outro (onde ele possa ser beneficiado com tamanha beleza)... Pois, do contrário, se suscitar um mísero revés de sua autoria em toda essa dureza, crueldade, falta de empatia e desumanidade... CRUZES! Quem quer correr o risco de que apenas uma gotinha d'água em meio a uma tempestade desnecessária respingue em si, não é? O sábio ditado popular já alertou sobre: melhor prevenir do que remediar!
---> Ser neurodivergente em uma sociedade que não foi feita para nós, em diálogos onde a rigidez cognitiva noa faz pensar em duas ou três opções interpretativas possíveis para uma simples sentença (fechei a boca) faz com quem sejamos MESMO exaustivos e desgastante!!!
...(Fechar a boca, ok? Com a língua pra cima, no céu da boca, pra baixo / com os dentes da frente alinhados, ou alinhados com os últimos molares de traz, com pressão na mordida, sem????)...
Quanta problematização por algo, aparentemente tão simples... Ainda mais se não somos bons em partilhar do jogo social de comunicação por entrelinhas, via sugestões subliminares e pré-supostos intencionalmente implícitos. Aí, realmente, a catástrofe para neurodivergentes, é TOTAL, AMPLA E IRRESTRITA!!!!
CANSA!
CANSA MESMO!!
CANSA TAMBÉM A MIM MESMA!
CANSA, SOBRETUDO, QUEM É SEU SUPORTE AFETIVO E QUE PRECISA LIDAR COM VOCÊ, ASSSIM, SENDO ISSO... SEJA LÁ O QUE ISSO FOR...
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Pois, mais recentemente, percebi com o olhar de quem me vê de fora o quão exaustivo é lidar comigo. Mais até, se fosse qualquer outra pessoa nesse lugar externo a mim. Porque, nesse caso atual, eu SOU "literalmente" àquela que tira, todas as manhas, das tripas para fazer um coração que pulse disposição, otimismo e paciência compassiva, gentil e generosa, para desenhar nesse dia um pequeno novo passo a mais, na direção da minha "reabilitação" (não sei se esse é o nome certo)...
- um almoço para o Dan e eu
- alimentação dos pets de casa
- uma rotina de horários com os meus remédios ou de café da manhã
- uma roupa suja que separo coloridas das brancas
- uma máquina que, enfim, coloco (ou delego) para colocá-la pra bater
- tirar uma roupa do varal
- uma rotina de estender as camas do Davi (e as vezes até a do Casal) com o cobre leito, para prevenir de pêlos dos gatos
NÃO IMPORTA!
Besteiras domésticae corriqueiras que são fantásticas de verdade!!! E que estão mesmo me dando, aos poucos, ferramentas terapêuticas de AVD (atividades de vida diária) para que de fato tratem e me recupere da minha disfunção executiva (que melhorou MUITO NOS ÚLTIMOS 6 MESES, isso é inegável!!!)
Maaaaaaaaaaaaaaaaaas, para que tudo isso continue (já que em time que se está ganhando, não se mexe) eu preciso ter condições de passar + 6 meses sem trabalhar. em outras palavras, EU NÃO POSSO DEIXAR que uma série de contratempos médicos retirem TODA a minha reserva financeira, que recebi com herança da minha mãe!!!!! Como, aliás, já aconteceu e eu estou há um último mísero passo para isso acontecer, sem ter como voltar atrás!!!!
Afinal, foram... são:
- 8 exames orto neurológicos (entre "trocentas" RMs, polissonografia e vídeoeletroencefalograma etc.);
- 3 consultas com neurologista
- radiologia panorâmica dentária;
- tratamento ortodôntico (sabe DEUS, quantas sessões serão ao todo);
- 02 consultas com médica da família, psiquiatra e especializada em neurologia da Associação de pacientes Flor da Vida;
- a retomada das medicações fitoterápicas, do óleo de Cannabis;
- gastos extras com medicações analgésicos, antiinflamatória e para enxaqueca;
Isso, sem mencionar, especialidades que eu tive que investigar, para descartar...
- 02 consultas com ginecologia;
- 03 exames ginecológicos;
- Oftalmologista;
- 02 receitas para 02 óculos
- e contando...
AGORA, A CEREJA DO BOLO!!!! 🍒
BEM na hora em que eu mais preciso de suporte jurídico (anote: gasto com advogada!) para conseguir o BPC-LOAS para o Davi,
------> Onde a 1ª perícia, social, foi excelente e
------> só faltava a 2ª, médica... Onde ele precisava ir na mesma agência central do INSS...
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..a tal perícia foi agendada (06/08/2025 -quarta) e marcada NO MESMO LOCAL onde eu fui escorraçada e humilhada por solicitar um "benefício por auxílio doença, por ter uma CAT aberta" - obs1: o que, vale dizer, não é nenhum favor, pois esse trata-se de um valor descontado em minha folha de pagamento, todos os meses, justamente para cobrir o trabalhador em situações acidentais, como aquela - como se eu estivesse pedindo algum tipo de esmola ou forjando a ruptura total do Ligamento Cruzado Anterior!!!!
obs2: mesmo se tratando de algo considerável VISÍVEL para a medicina tradicional (com raio-X, tomografias, RMs e procedimentos cirúrgicos!!!)... Imagina quando a discussão entrou no campo das queixas de DOR durante a reabilitação do tendão (que me levou ao diagnóstico de fibromialgia), como escalou ainda mais o tom inquisidor a condução das minhas perícias trabalhistas, daí em diante!?!?
AHHHH, e preciso dizer: esse tratamento não foi em uma, ou duas vezes. Foram em 05 perícias, para ser mais exatas; pois quis a vida que essa situação se interpolasse com o diagnóstico de autismo do meu filho, o meu e o óbito da minha mãe. Então, a empresa aonde eu trabalhava na época foi prorrogando meu afastamento... Obrigando-me a passar pelas situações mais vexatórias que eu me lembro ter vivido em toda a minha vida, para prorrogar o auxílio temporário pelo INSS!!
Só para ilustrar, a pior de todas, que NUNCA MAIS, saiu da minha memoria: em uma delas, após uma internação globalque eu tive, em uma clínica psiquiatra fechada, fora de São Paulo; a perita disse que o meu caso exigia dela até que fosse acionado o Conselho Tutelar (se era algo que ela acreditasse tanto assim, não sei porque ela não o fez na hora) por eu ser a única pessoa que ficava com a tutela de um menor, autista, enquanto o meu marido trabalhava... Sendo eu, borderline, com histórico de histeria (???) e crise por ideação suicida!!!!! Onde já se viu!?! Eu era claramente uma pessoa perigosa, que poderia atentar contra a vida do meu filho, sem perceber, em meio a um surto psicótico!!!!!!
Naquele dia, eu saí da perícia, não vi vigilância, não vi meu marido que me aguardava, não vi ninguém a passar pela minha frente... Só hiperfoquei na distância em que eu estava do corredor de ônibus que vinha em alta velocidade, já que o semáforo na avenida era só para a via local, que efetuariam o cruzamento, e não para a faixa exclusiva de ônibus urbano!!!
Tudo o que eu pensava, naquele momento, era nas palavras dessa perita, fazendo eco na minha mente e, quase como um viés de confirmação "em um incrível lampejo de sã consciência", simulei várias circunstâncias hipotéticas, em que eu poderia - DE FATO - ser perigosa a vida do meu bem mais precioso... E também, ao coração do amor da minha vida, que agora batia fora do peito dele, em um corpo de um garoto de 11 anos.
Enquanto eu permanecia hiperfocada nos meus dois maiores amores da minha vida que ainda estavam vivos, meu marido e meu filho, a distância entre mim e a faixa exclusiva de ônibus era cada vez menor. Ali, uma sensação de alívio parecia me invadir, pois FINALMENTE eu poderia fazer algo de útil, importante e muito relevante pela minha família!!! E eu sabia que, para preservá-lo desse perigo, a qual eu mesma havia me tornado, só havia aquele jeito... Rápido, objetivo, direto, sem dar margem a investigação criminal, pois há câmeras na saída de todas essas repartições públicas e vigilância em tempo integral. Era o mais lógico e sensato a se fazer, que só não acabou com o meu atropelamento porque alguém me puxou pelo moletom que eu vestia. Até hoje, não sei nem quem foi.
O Daniel (meu marido) agradeceu, me abraçou, eu repetia dizendo que eu era perigosa, que ele não podia mais me levar pra casa, ou me deixar sozinha com o nosso filho... Até que (sabe lá!) quantos Rivotril sublingual ele colocou na minha boca começaram a fazer o efeito e eu adormeci no banco de traz do carro
Agora, cheguei ao ponto desse post:
COM UM HISTÓRICO DESSE, imaginem isso:
---------> eu (que sou a autora da ação, já que o Davi é menor)
---------> precisando ser suporte para o meu filho, que passaria por sua 1ª perícia de saúde no INSS (obs: perícia essa que já vê com olhos MUITO precoeituosos qualquer autistas nível 1 de supo, que solicita o BPC-LOAS, pelo senso capacitista comum social que acredita que autista nível 1 de suporte "nem tem cara de autista", vai precisar de benefício pra quê, né!?! )
---------> e que seria A ÚNICA a entrar com ele nessa perícia (conforme leis do estabelecimento; portanto, sem poder contar com o meu suporte: o Daniel),
---------> no mesmo lugar onde, por diversas vezes, eu fui tratada como um verme...
---------> e que, lá pelas tantas (não é uma mera conjectura, é um cenário real e possivelmente plausivel na comunidade autista que passa todos os dias por isso!!!), eu tivesse que ser o suporte de um garoto autista de 13 anos (que, vale dizer, ainda está construindo suas próprias bases de suporte socioemocionais como pré-adolescente e como ser autista nessa fase da vida!!)
---------> e, na melhor das hipóteses, essa fosse uma daquelas experiência que não tirasse de mim a minha própria base "inexistente" de suporte socioemocional... E, assim, portanto, eu tivesse como conseguir ajudá-lo a administrar uma eminente crise autística de sobrecarga dele... Mas não, obviamente, sem mascarar a minha própria sobrecarga autística até sairmos de lá!!!
E NOTE: eu disse, na MELHOR DAS HIPÓTESES!!!!!
Como seria??? Eu bancaria???
Eu não me desregularia na hora???
Como eu me regularia de modo a não desregular ainda mais filho???
E mais: além disso tudo, o que está em jogo aqui é que eu PRECISO, agora, nesse exato momento onde o ano de 2025 quis esfregar na minha cara que eu "NÃO SOU APTA" - (mesmo que ainda!), para atuar com aquilo que eu sei que tenho competência e habilidade para fazer profissionalmente (e, talvez, o Destino esteja certo, em termos de saúde global e organização de vida pessoal, eu só não esteja no melhor momento para isso!) - é PERMANECER nessa condição de inapta / inválida /deficiente (dê a legislação, a organização da sociedade civil ou quem quer que for, a nomenclatura que quiser!!!!! Eu sei que são APENAS nomes, cujo propósito servem só para tipificar certas neurodivergências invisíveis - fibromialgia, autismo por exemplo, dentre outros - de modo que as garantam ter seus DIREITOS CONSTITUTIVOS e assegurados em Políticas Públicas de âmbito Federal, em qualquer esfera pública!!!)
Excelente, fantástico em teoria!!!!
Terrivelmente caótico na prática, diante dos instrumentos aparelhados como braços de ação do poder executivo!
E, quando enfim, eu, a Carol (essa que vos fala, a de fora) prepara tudo, para que o meu filho receba o BPC-LOAS, a que ele tem direito (inclusive, direito esse que eu também tenho; mas como disse acima, na práxis jurídica, já estou convencida, que há mais jurisprudência de pedidos aceitos a crianças e adolescentes do que a adultos!!!) e só falta essa etapa, da perícia médica.... O que eu faço??????
Eu, a outra Carol, a de dentro....
...que simplesmente não aprendeu a "racionalizar as emoções!"!
...que mesmo sabendo o quanto ela precisa, mais do que nunca, desse dinheiro, sucumbe a" mania de se vitimizar";
...que, de novo, e mais uma vez, e sempre...por ser muito sensível, fez de algo simples, "uma tempestade em um copo d'água";
...e, como se não bastasse, desde o dia 06/08 (hoje completando 8 dias!) deixou que essa complexidade toda a tomasse TODA por dentro, como uma tsunami que, agora, obriga a mim, a Carol de fora, a olhar para tantos escombros (principalmente, de cada um dos pequenos e importante passo que eu a ajudei a dar, por si mesma, por sua casa, pelo legado da sua mãe e de sua família....)
Pela pessoa que ela quer ser de hoje em diante, que faria com quem ela e eu, que sou quem escreve esse desabafo todo, pudéssemos - enfim, nos encontrar em um longo e fraternal abraço... E juntas, fazer de tudo o que estiver ao nosso alcance, para superar de vez:
- essas disfunções executivas +
- mutismos +
- paralisias +
- desregulação do TPS
- cervicalgia +
- DTM
- e essa infindável investigação de um tumor no SNC!!!
(E, esse combo, só nos últimos 05 meses, de março pra cá.)
É isso... Cansa!
Porque a Carol aqui de fora, olha para essa daí de dentro e tenta encontrar estímulos, propósitos, qualquer tipo de entusimas que a desperte a "querer", a "desejar", a retomar uma pulsão de Eros em sua própria psiquê.
- Ler?
- Participar de um curso muito legal?
- Terminar a faculdade? A pós?
- Ou quem sabe, não desistir das arrumações da casa?
- Arrumar a estante de livros, o rack novo?
- Trocar o gabinete do banheiro?
- Tá, algo pequeno, só guardar as roupas... Que eu sei que você gosta.. hein? Hein?
E, a pergunta recai sobre o nosso colo, tácita como placa de gelo que desgruda do teto ao lentamente se despedir do inverno: pra quê?
Se a única coisa que eu sei, com a máxima certeza, HOJE, é que justamente, para esse lugar, eu nunca mais quero voltar!!!!
Quando, a despeito de toda luta, surra, manha, façanha, artimanha, gana, entranha que eu tenha que dilacerar por dia, para - ENFIM - finalmente eu possa estar na direção daquilo que vai me colocar onde eu QUERO ou PRECISO estar... Eu também ser aquela que, no último segundo, do segundo tempo, da prorrogação, coloco TUDO A PERDER e, o que parecia tão certo, tão tácito, tão perto.... Escorrer, escapulir, escorregar, dissolver, diluir, sublimar como poeira cósmica para a infinitude do universo!!!!
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