Coração de mãe

Aí do lado, na parte "Quem Sou" tem uma estrofe retirada do poema 'A Um Jovem Pai', escrito pela minha Bisa, Alice S. T. Carvalho, em 1982, ano que nasci. Nela, há uns versos que diz 

"... As Marias Carolinas
São flores divinas
Crianças hoje, mães futuramente..."



E depois de quase 7 meses sem postar nada no meu espaço tão íntimo, particular e pessoal, posso dizer que enfim, esse futuro chegou. Hoje, sou mãe de um garotinho que quase 4 meses que me tomou por completo... (aliás, desde a gestação, vale dizer).

Tive uma gravidez difícil. Sonhei em ser aquelas barrigudas ativas até o final e no fim, passei mais tempo dentro de casa, do sofá para a cama e vice-versa do que gostaria. Contudo, com fé em Deus, na Vida, no Destino e nãos mãos firmes da minha médica, meu pepetinho nasceu com 39 semanas, em excelente saúde.



Aì veio o pós. A coisa toda para amamentar (e haaaaaaaaaaja fase intensa e difícil), os 40 dias de resguardo por conta dos pontos - que no meu caso foi cesária. Veio esse crescer meio sem medida e nem aviso prévio, de recém-nascido (RN), para bebê de 1 mês. De 1 mês para 3 um salto que mal conseguimos ver. E junto com ele, outros perrengues que tb não esperávamos viver.



A conclusão que eu tiro disso tudo?? Que assim como as flores, não dá para prever seus processos. Quando o botão vai sair. Quando vai abrir. Quando nos soltará perfume. Minha Bisavó, de certa forma, foi feliz pensando nas flores divinas, porque hoje eu penso no tempo que cada coisa tem ditada por esse sagrado maior, que não podemos mais controlar, ou tentar prever, criar expectativa, planejar...

As duras penas, o DAVI, minha VIDA, está me ensinando a viver um dia de cada vez. Cada qual com suas especificidades. Dentro das suas infinitas e longas horas. Onde nelas, eu vou exercendo diversos papéis, a medida que consigo, que dou conta: mãe, esposa, dona de casa, profissional, mulher. Estou tentando. Com ajuda médica, terapêutica e por que não espiritual, estou caminhando.



Carregando no peito a chave que me ensinou a abrir meu coração a este amor que parece não caber de tão profundo. A pedra daquelas que sempre me proveu todo o sustento e a minha estrela de Davi que hoje se tornou meu norte, minha estrela guia.

Isso é ser mãe? Sinceridade?? Não sei... mas é o que vai no coração dessa mãe que está apenas no exercício de seu ofício, tentando profundamente fazê-lo da melhor maneira possível

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