Eu queria
Hoje é um dia, como muitos ultimamente, que meu coração dói...
Um vazio, um abandono, um baldio que dá desgosto.
Eu já fui uma pessoa extrovertida e espoleta como diria meu finado tio.
Eu já fui representante de sala... Já fui a aula CDF, bolsista e até estranha.
Mas também já fui "aquela menina que faz teatro". A que dança salsa.
Já fiz turma de mocidade. Já dirigi trabalhos voluntários até coordenar muito deles.
Integrei diversos grupos, de todo tipo. Já fiz muita militância.
Já fui chamada, convocada e até escolhida para secretarias e lideranças.
Fui muito daquele tipo que lançava moda, que polarizava a turma. Eu era boa nisso.
Eu sempre estive rodeada de gente: seja dos coleguinhas da rua (da escola menos!), seja entre as turmas de viagens de verão. Jovens espíritas. Amigos artísticos. Umbandistas.
Seeeempre direcionei os grupos de estudos de trabalhos escolares/acadêmicos.
Eu era aquela que as pessoas sempre recorriam para saber o próximo passo.
O que fazer, quando fazer, como fazer.
Apesar de falar pelos cotovelos, também já fui muito solicitada a ouvir.
E que saber? Sempre gostei muito! Ser procurada como se eu pudesse aplacar uma dificuldade. Apontar uma saída...
Eu já fui também monitora de sala de uma das unidades mais populares do Anglo Vestibulares. A Tamandaré.
E meus alunos me adoravam... Todo dia eu ganhava presentes deles.
Os professores me respeitavam, alguns eu conquistei até a admiração e a confiança, a amizade.
Na faculdade - por diversas vezes - eu me destacava do grupo.
Não porque eu queria me aparecer, não! Mas pq infelizmente se nivela muito por baixo.
Bastava uma pitada de interesse e conteúdo e zap! Professores sedentos por um oásis logo piravam.
Também fui, por muitos anos, a que trazia guias incríveis que trabalhavam na Umbanda.
O cavalo da Joana Pilintra (a primeira abaixar naquele terreiro!)
O aparelho da sábia e devotada Vó Joaquina.
A tia da espevitada Nina, minha erê.
O cavalo do Seu Justino do Laço.
A moça da formosa Pomba Gira Cigana Manuela.
E quer saber???? EU ADORAVA!!!!!
Acho que eu sempre - a minha vida toda - eu sempre quis ser alguém...
Não qualquer alguém, porque qualquer por qualquer é como não ser nenhum.
Mas alguém bacana, de destaque. Alguém especial.
Juro, não por bajulação.. Não sofro de síndrome de Rei Julian, personagem do filme Madagascar.
Mas alguém que naturalmente desperte algum tipo de desejo no outro.
Sabe, alguém com quem as pessoas querem estar.
Alguém que as pessoas se lembrem quando querem compartilhar algo de especial...
Ou nem tanto. Aquela pessoa que vc quer perto, nem que seja só por estar.
Eu queria ser a pessoa que alguém logo se lembra quando acorda e espera o momento de encontrá-la.
Eu queria estar em grupos restrito do whatsapp. Ter cumprimentos secretos. Pertencer a algo.
Queria algo que me identificasse com parte de alguma coisa...
Um crachá, um uniforme, um símbolo, uma habilidade.
Qualquer coisa que me identificasse como integrante de um todo.
É engraçado...
A minha vida inteira, TODINHA MESMO, em uma porção de setores da minha vida, eu gastei dias e dias, horas e mais horas tentando fazer parte. Ingressar. Ser uma dentre aqueles que eu gostava.
Deus! Só eu sei quantas artimanhas eu já inventei para ser notada, para ser querida.
Se fulano não liga, eu ligo. Se ciclano não tem tempo, eu tenho. Se eu precisava ter algum tipo de predicado, lá ia eu perseguir todo tipo de estupidez como se fossem uma espécie de passaporte da alegria. Se eu tinha que ser a garota da blusa branca de manga comprida e amarrada na cintura, lá ia eu afanar a única camiseta de malha lisa da minha mãe para usar junto com o uniforme.. Se eu tinha que ser gostosa, lá ia eu tentando usar modelitos provocantes e meias dobradas no sutiãs para aumentar o volume dos seios. Se eu tinha que ser alvo de aplausos, por algum feito... Lá ia eu tentar me destacar por algo que eu fosse boa, mesmo que muitas delas fossem bem fora do gosto comum.
Já tentei assimilar gírias não familiares ao meu linguajar. Já me impus ouvir as músicas que me doíam aos ouvidos. Perdi a conta quantas vezes eu violei minha própria essência na tentativa de agradar, ou no mínimo, ser notada. E a cada tentativa frustrada, a dor era exorbitante... só não era maior do que a dúvida de não saber se eu estava sofrendo mais por ter fracassado ou por ter, mais uma vez, dilacerado os meus próprios princípios por nada.
Bom, não sou mais criança. Muito menos uma pré-adolescente.
Não tenho mais os exageros niilistas da juventude. Não preciso - teoricamente - provar nada pra ninguém. Mas quer saber? Hoje também não sou mais nada!! O que tento fazer de mim (mãe, mulher, profissional, esposa, dona de casa, amiga, família ou fé) são tantos que definitivamente acabo não sendo nenhum.
Não vou mais bater de frente com a minha essência, com aquilo que eu sou.
Eu sou assim: múltipla, intensa, instável, volátil. Não me contento em ser uma coisa a outra!!
Ou eu sou tudo, ou acabo não sendo nada. Mas o que eu posso fazer?? Eu nasci assim:
Aquariana, tríplice, a que está em todos os lugares. Múltipla. Hiperativa. Inquieta.
Não sou capaz de me dedicar apenas a uma coisa só... Está além das minhas forças.
E, paradoxalmente, ao invés de eu me contentar com a liberdade de poder ser um pouquinho de tudo.
A verdade é que eu me olho no espelho, no fim do dia, e não me contento com nada.
Não sou boa, de verdade, em nada!! NADA!
Não sou uma exímia dona de casa. Menos ainda uma profissional bem sucedida.
Não me dedico mais as minhas atividades espirituais com a mesma disponibilidade q já tive um dia.
Quase não saio de casa, por isso, pouco preciso me arrumar.
Meu telefone não toca. Meu celular não apita uma mensagem só pra mim.
Não me chamam para socialmente fazer mais nada (só, muito raramente, o mínimo indispensável)
Minha família virou uma completa dispersão.
Meus amigos - cada qual - seguiram suas vidas, com outros caminhos, os quais não se cruzam mais com os meus. A salvo poucas exceções. E ainda sim, só o protocolar. O trivial.
Não tenho uma carreira (acho que nunca tive!), se quer um ambiente "formal" de trabalho. Se quer uma remuneração mensal. Não danço mais e dos palcos então, nem como público.
E sinceramente, isso aqui não é um tratado de lamúrias.
É um desabafo de extremo cansaço.
Não tenho mais disposição alguma para continuar tentando ser alguém.
Tentar fazer parte... Despertar o mínimo de atenção.
Eu queria ser solicitada.
Eu queria ser lembrada.
Eu queria ser convidada.
Eu queria ser homenageada.
Eu queria virar tema de música.
Eu queria estar no quadro do funcionário do mês.
Eu queria ganhar o tabletinho premiado.
Eu queria ser a saudade material dentro do coração de alguém
(E quando digo material, me refiro aquela que exige um gesto, um encontro)
Queria que minhas amigas quisessem tanto estar comigo quando eu gostaria de estar com elas.
Queria que meu amado tivesse tanta necessidade de demostrar para mim o quanto eu significo para ele, quanto eu tenho por ele.
Queria poder acolher e ajudar as pessoas tanto quanto os meus guias eram (e são!) capazes de fazer.
Eu queria atenção. Eu queria que alguém se interessasse por mim ou pelas minhas coisas.
Eu queria que a outra pessoa quisesse estar em minha companhia. Quisesse ouvir minha voz.
Queria receber "i likes", coraçõesinhos e todo tipo de buzz nas redes.
Hoje não me sinto mais necessária, sabe? Muito menos querida.
Hoje me transformei em um utensílio. Algo útil.
Que serve para atender a conveniência de outros.
Hoje eu sirvo para desafogar as tarefas da minha mãe.
Hoje eu sirvo para cuidar do meu filho.
Hoje efundirão para subsidiar meu marido em seus feitos.
Hoje eu sirvo para entreter as crianças enquanto os pais vivem.
Hoje eu apenas sirvo. E enquanto encontram utilidade para mim, eu vou ficando.
Como aquele sapato velho que é confortável para o dia de preguiça.
Mas que fica largado em qualquer canto da casa enquanto todos os outros saem por aí.
Hoje eu sou aquele pé da mesa que ainda dá para o gasto, manja?
Estou tão esgotada de tentar mostrar a todo o mundo que eu sirvo para mais coisas...
De implorar por uma chance. De cobrar - o tempo todo - uma lembrança, uma atenção.
Me fere de morte toda vez que eu sou forçada a suplicar carinho, afeto, consideração.
Não me conformo como essas coisas eu ainda me submeto a pedir...
O que deveria simplesmente despertar naturalmente, pelo simples querer.
Querer... Querer eu quero uma porção de coisa..
Mas tudo o que eu queria mesmo, era ser querida.
As vezes eu me questiono se de fato eu não tenho predicados suficientemente interessantes para despertar o querer de outro alguém. Nem todo o meu esforço, nem toda a produção do mundo. Nem um milhão de habilidades, chego a pensar que nem todo o status do mundo seriam capazes de me fazer almejada, visada. De promover um destaque, aplausos, reconhecimento ou se quer, gratidão.
Eu queria viu... Queria muito!
Queria poder ser algo que fosse minimamente legal.
Queria ser eu mesma e isso ser o bastante.
Eu queria me desprender dessas amarras sociais que me fazem refém das minhas próprias algemas mentais. Queria encontrar a alforria da aprovação. Queria não depender assim do outro. Queria não precisar com tanta abstinência ganhar da professora aquela estrelinha no meu caderno.
Em suma: eu queria não ser mais tão intimamente sozinha!
Um vazio, um abandono, um baldio que dá desgosto.
Eu já fui uma pessoa extrovertida e espoleta como diria meu finado tio.
Eu já fui representante de sala... Já fui a aula CDF, bolsista e até estranha.
Mas também já fui "aquela menina que faz teatro". A que dança salsa.
Já fiz turma de mocidade. Já dirigi trabalhos voluntários até coordenar muito deles.
Integrei diversos grupos, de todo tipo. Já fiz muita militância.
Já fui chamada, convocada e até escolhida para secretarias e lideranças.
Fui muito daquele tipo que lançava moda, que polarizava a turma. Eu era boa nisso.
Eu sempre estive rodeada de gente: seja dos coleguinhas da rua (da escola menos!), seja entre as turmas de viagens de verão. Jovens espíritas. Amigos artísticos. Umbandistas.
Seeeempre direcionei os grupos de estudos de trabalhos escolares/acadêmicos.
Eu era aquela que as pessoas sempre recorriam para saber o próximo passo.
O que fazer, quando fazer, como fazer.
Apesar de falar pelos cotovelos, também já fui muito solicitada a ouvir.
E que saber? Sempre gostei muito! Ser procurada como se eu pudesse aplacar uma dificuldade. Apontar uma saída...
Eu já fui também monitora de sala de uma das unidades mais populares do Anglo Vestibulares. A Tamandaré.
E meus alunos me adoravam... Todo dia eu ganhava presentes deles.
Os professores me respeitavam, alguns eu conquistei até a admiração e a confiança, a amizade.
Na faculdade - por diversas vezes - eu me destacava do grupo.
Não porque eu queria me aparecer, não! Mas pq infelizmente se nivela muito por baixo.
Bastava uma pitada de interesse e conteúdo e zap! Professores sedentos por um oásis logo piravam.
Também fui, por muitos anos, a que trazia guias incríveis que trabalhavam na Umbanda.
O cavalo da Joana Pilintra (a primeira abaixar naquele terreiro!)
O aparelho da sábia e devotada Vó Joaquina.
A tia da espevitada Nina, minha erê.
O cavalo do Seu Justino do Laço.
A moça da formosa Pomba Gira Cigana Manuela.
E quer saber???? EU ADORAVA!!!!!
Acho que eu sempre - a minha vida toda - eu sempre quis ser alguém...
Não qualquer alguém, porque qualquer por qualquer é como não ser nenhum.
Mas alguém bacana, de destaque. Alguém especial.
Juro, não por bajulação.. Não sofro de síndrome de Rei Julian, personagem do filme Madagascar.
Mas alguém que naturalmente desperte algum tipo de desejo no outro.
Sabe, alguém com quem as pessoas querem estar.
Alguém que as pessoas se lembrem quando querem compartilhar algo de especial...
Ou nem tanto. Aquela pessoa que vc quer perto, nem que seja só por estar.
Eu queria ser a pessoa que alguém logo se lembra quando acorda e espera o momento de encontrá-la.
Eu queria estar em grupos restrito do whatsapp. Ter cumprimentos secretos. Pertencer a algo.
Queria algo que me identificasse com parte de alguma coisa...
Um crachá, um uniforme, um símbolo, uma habilidade.
Qualquer coisa que me identificasse como integrante de um todo.
É engraçado...
A minha vida inteira, TODINHA MESMO, em uma porção de setores da minha vida, eu gastei dias e dias, horas e mais horas tentando fazer parte. Ingressar. Ser uma dentre aqueles que eu gostava.
Deus! Só eu sei quantas artimanhas eu já inventei para ser notada, para ser querida.
Se fulano não liga, eu ligo. Se ciclano não tem tempo, eu tenho. Se eu precisava ter algum tipo de predicado, lá ia eu perseguir todo tipo de estupidez como se fossem uma espécie de passaporte da alegria. Se eu tinha que ser a garota da blusa branca de manga comprida e amarrada na cintura, lá ia eu afanar a única camiseta de malha lisa da minha mãe para usar junto com o uniforme.. Se eu tinha que ser gostosa, lá ia eu tentando usar modelitos provocantes e meias dobradas no sutiãs para aumentar o volume dos seios. Se eu tinha que ser alvo de aplausos, por algum feito... Lá ia eu tentar me destacar por algo que eu fosse boa, mesmo que muitas delas fossem bem fora do gosto comum.
Já tentei assimilar gírias não familiares ao meu linguajar. Já me impus ouvir as músicas que me doíam aos ouvidos. Perdi a conta quantas vezes eu violei minha própria essência na tentativa de agradar, ou no mínimo, ser notada. E a cada tentativa frustrada, a dor era exorbitante... só não era maior do que a dúvida de não saber se eu estava sofrendo mais por ter fracassado ou por ter, mais uma vez, dilacerado os meus próprios princípios por nada.
Bom, não sou mais criança. Muito menos uma pré-adolescente.
Não tenho mais os exageros niilistas da juventude. Não preciso - teoricamente - provar nada pra ninguém. Mas quer saber? Hoje também não sou mais nada!! O que tento fazer de mim (mãe, mulher, profissional, esposa, dona de casa, amiga, família ou fé) são tantos que definitivamente acabo não sendo nenhum.
Não vou mais bater de frente com a minha essência, com aquilo que eu sou.
Eu sou assim: múltipla, intensa, instável, volátil. Não me contento em ser uma coisa a outra!!
Ou eu sou tudo, ou acabo não sendo nada. Mas o que eu posso fazer?? Eu nasci assim:
Aquariana, tríplice, a que está em todos os lugares. Múltipla. Hiperativa. Inquieta.
Não sou capaz de me dedicar apenas a uma coisa só... Está além das minhas forças.
E, paradoxalmente, ao invés de eu me contentar com a liberdade de poder ser um pouquinho de tudo.
A verdade é que eu me olho no espelho, no fim do dia, e não me contento com nada.
Não sou boa, de verdade, em nada!! NADA!
Não sou uma exímia dona de casa. Menos ainda uma profissional bem sucedida.
Não me dedico mais as minhas atividades espirituais com a mesma disponibilidade q já tive um dia.
Quase não saio de casa, por isso, pouco preciso me arrumar.
Meu telefone não toca. Meu celular não apita uma mensagem só pra mim.
Não me chamam para socialmente fazer mais nada (só, muito raramente, o mínimo indispensável)
Minha família virou uma completa dispersão.
Meus amigos - cada qual - seguiram suas vidas, com outros caminhos, os quais não se cruzam mais com os meus. A salvo poucas exceções. E ainda sim, só o protocolar. O trivial.
Não tenho uma carreira (acho que nunca tive!), se quer um ambiente "formal" de trabalho. Se quer uma remuneração mensal. Não danço mais e dos palcos então, nem como público.
E sinceramente, isso aqui não é um tratado de lamúrias.
É um desabafo de extremo cansaço.
Não tenho mais disposição alguma para continuar tentando ser alguém.
Tentar fazer parte... Despertar o mínimo de atenção.
Eu queria ser solicitada.
Eu queria ser lembrada.
Eu queria ser convidada.
Eu queria ser homenageada.
Eu queria virar tema de música.
Eu queria estar no quadro do funcionário do mês.
Eu queria ganhar o tabletinho premiado.
Eu queria ser a saudade material dentro do coração de alguém
(E quando digo material, me refiro aquela que exige um gesto, um encontro)
Queria que minhas amigas quisessem tanto estar comigo quando eu gostaria de estar com elas.
Queria que meu amado tivesse tanta necessidade de demostrar para mim o quanto eu significo para ele, quanto eu tenho por ele.
Queria poder acolher e ajudar as pessoas tanto quanto os meus guias eram (e são!) capazes de fazer.
Eu queria atenção. Eu queria que alguém se interessasse por mim ou pelas minhas coisas.
Eu queria que a outra pessoa quisesse estar em minha companhia. Quisesse ouvir minha voz.
Queria receber "i likes", coraçõesinhos e todo tipo de buzz nas redes.
Hoje não me sinto mais necessária, sabe? Muito menos querida.
Hoje me transformei em um utensílio. Algo útil.
Que serve para atender a conveniência de outros.
Hoje eu sirvo para desafogar as tarefas da minha mãe.
Hoje eu sirvo para cuidar do meu filho.
Hoje efundirão para subsidiar meu marido em seus feitos.
Hoje eu sirvo para entreter as crianças enquanto os pais vivem.
Hoje eu apenas sirvo. E enquanto encontram utilidade para mim, eu vou ficando.
Como aquele sapato velho que é confortável para o dia de preguiça.
Mas que fica largado em qualquer canto da casa enquanto todos os outros saem por aí.
Hoje eu sou aquele pé da mesa que ainda dá para o gasto, manja?
Estou tão esgotada de tentar mostrar a todo o mundo que eu sirvo para mais coisas...
De implorar por uma chance. De cobrar - o tempo todo - uma lembrança, uma atenção.
Me fere de morte toda vez que eu sou forçada a suplicar carinho, afeto, consideração.
Não me conformo como essas coisas eu ainda me submeto a pedir...
O que deveria simplesmente despertar naturalmente, pelo simples querer.
Querer... Querer eu quero uma porção de coisa..
Mas tudo o que eu queria mesmo, era ser querida.
As vezes eu me questiono se de fato eu não tenho predicados suficientemente interessantes para despertar o querer de outro alguém. Nem todo o meu esforço, nem toda a produção do mundo. Nem um milhão de habilidades, chego a pensar que nem todo o status do mundo seriam capazes de me fazer almejada, visada. De promover um destaque, aplausos, reconhecimento ou se quer, gratidão.
Eu queria viu... Queria muito!
Queria poder ser algo que fosse minimamente legal.
Queria ser eu mesma e isso ser o bastante.
Eu queria me desprender dessas amarras sociais que me fazem refém das minhas próprias algemas mentais. Queria encontrar a alforria da aprovação. Queria não depender assim do outro. Queria não precisar com tanta abstinência ganhar da professora aquela estrelinha no meu caderno.
Em suma: eu queria não ser mais tão intimamente sozinha!






Comentários
Eu te leio,viu?Sempre!Se precisar,eu estou aqui.Mas gente como eu é silenciosa,mas estou aqui ;)