Um dia de DOR!
Hoje, depois de anos sem, tive uma crise aguda de DTM (disfusão temporomandibular) depois de acordar com minha placa de acrílico do Bruxismo completamente partida na minha boca. A mordida estava completamente travada. Pescoço e ombros duros e fora do lugar. Uma enxaqueca de latejar as têmporas e aquele zumbido torturante apitando no meu ouvido. O combo completo para acabar até com a paciência de Jó.
E sim! Ao longo desse dia foram 4 comprimidos de Mioflex, 3 dorflex, 3 paracetamol... Usei o Cataflam Emulgel no rosto e nuca quase como um hidratante facial. Compressa quente e fria. Alongamento. Yoga e Mindfulness.... Ajudou? 👍. Resolveu? 👎!!
E sim! Ao longo desse dia foram 4 comprimidos de Mioflex, 3 dorflex, 3 paracetamol... Usei o Cataflam Emulgel no rosto e nuca quase como um hidratante facial. Compressa quente e fria. Alongamento. Yoga e Mindfulness.... Ajudou? 👍. Resolveu? 👎!!
A real é que eu abandonei há muito tempo o acompanhamento que eu deveria fazer com ortodontista e com o bucomaxilo. Até o tratamento com Quiropraxia. E, hoje, colho o pesar desse abandono...
Contudo, não vim aqui blogar sobre ação e reação, muito menos fazer um "mea culpa". Vim compartilhar uma reflexão sobre A DOR. Seu propósito e significado. Bom, é mais do que óbvio que, seu primeiro propósito é nos alertar que algo se desgastou/forçou-se a um certo ponto além do limite do nosso organismo... E, portanto, o ato de doer funcionaria nesse caso como uma sirene, um alarme, um verdadeiro alerta.
E, ao olharmos para ela (a dor!), saímos como bombeiros em serviços, malucos para apagar o 🔥... Sem, muitas vezes, parar para (se quer!) prestar atenção aonde foi o foco do incêndio. O que nos levou a tal ponto e principalmente, o por quê??
Mas há ocasiões que nem toda água/gás/pó químico é suficiente para abrandar tanta dor. Aí ela cresce, cresce e cresce. Chegamos as dores orofaciais, tonturas e até a nevralgia do trigêmeo (uma das piores dores do mundo... Pior que a dor oncológica, do parto e de pedras nos rins)... E ela é imperiosa, exigente, turrona e insistente. E lá vai você cada vez mais para dentro de si mesmo, na tentativa de encontrar uma forma de suportar essa dor.
Eis, então, que tive meu estalo: dores severas são como passaportes para nosso próprio íntimo. Quanto mais intensa, mais para o fundo de nós somos obrigados a ver e a encarar. Como dita a física: duas forças de mesma pressão mas em sentido contrário. E, dessa vez, vi que o nível de desequilíbrio de certas características minhas e que tanto amo (com9 a hiperatividade, por exemplo!) são capazes de ter um efeito tão nocivo em mim e em meu subconsciente.
E quanto mais DOR, mais a memória vai cavando da sua mente porque certos apegos a ideia de quem somos é tão forte. O que estamos querendo provar e, sobretudo, pra quem?? Cada zumbido, vinha junto uma fala, um dizer não digerido. Cada latejo nas têmporas da enxaqueca, uma mágoa não suficientemente digerida pelo perdão (ou melhor, pelo autoperdão!!) para elabora-la. Mesmo no silêncio, urge na mente o cansaço e a exaustão por tanto DOR (do corpo, da mente e do emocional).
Para, no fim, tudo o que nos resta em ocasiões como essa é compreender o poder e a veracidadede uma imagem como essas. (Qdo a arte imita a vida):



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