angústia ou agonia

2025 é meu ano de reconstrução.
Meu renascimento depois de muitos!
Contudo, também é o ano que mais sofro com INSÔNIA!!!!

São 6 meses, ininterruptos, em que eu dormi uma média de 2 a 4 horas por noite (raras foram as noites que passei disso, e mesmo assim, uma hora a mais, apenas!!!!!! Não consigo lembrar qual foi a última vez que dormi 6h 😥😓) e, em todas elas, sofri não apenas com a falta de sono; mas também com dores físicas e muita angústia.

Dores físicas, bem, a medicina tenta mostrar os caminhos para saná-las... Dos analgésicos, relaxantes musculares a Extrato de Cannabis Sativa Medicinal; sem esquecer, naturalmente, dos hipnóticos e benzodiazepínicos.

Francamente, depois de tanto tempo (pode não parecer, mas 6 meses são 212 noites + 9, contando até hoje!) é difícil acreditar que medicamentos podem de fato fazer algo por mim. Tanto pela fibromialgia, quanto por tantas outras patologias envolvidas nesse quesito DOR: hérnia na cervical, enxaqueca, bruxismo, DTM e por aí vai...

...por outro lado, cházinho, sanchê de camomila, aroma de lavanda, exercícios de respiração, meditação guiada, mantras, músicas New Age... Nada disso tem demonstrado alguma eficácia. Pode, eventualmente, no conjunto da obra, ajudar a adormecer; mas nunca, sustentar este sono!

Além disso, ainda tem o fato de eu ser autista e TDAH. Dormir sempre foi uma questão para mim. Vivi para ouvir, ontem, aos 43 anos, o meu filho dizer "eu não sei o porque, mas quando chega a hora de dormir, eu sempre sinto uma sensação estranha". Sensação estranha!?! 😒😒 SIM!!! Ela mesma... A minha velha amiga, que me acompanha desde que eu me entendo por gente... Agora, parece querer laçar outra vítima: meu filho, autista também, muito provavelmente também TDAH, de 13 anos.

E, agora, como mãe, a pergunta que não quer calar é: como vou ensinar meu filho a lidar com algo que eu mesma não sei lidar?😭 Saber dos meus diagnósticos, ainda que tardiamente, antes de tudo, tem o mais relevante propósito: proporcionar ao meu filho o conhecimento e as oportunidades de alternativas e clareza sobre nossa condição, que eu não tive nessa idade. Propósito este que, por sinal, venho tendo sucesso, na maior parte das vezes!

O ponto é que a lógica cartesiana é fria e traiçoeira! Se eu sou neurodivergente, mãe de um neurodivergente, significa que eu sou A MELHOR PESSOA que pode haver para compreendê-lo e ajudá-lo nesse mundo... Ao mesmo tempo em que eu também sou A PIOR PESSOA que pode haver para ajudá-lo a compreender parte desse mundo, que eu mesma não compreendo (e, portanto, também não sei lidar!!!)

Ontem, eu esbocei uma explicação bem ruinzinha para ele sobre mente inquieta, apego ao presente e rigidez cognitiva... E parei aí, dando graças a Deus que meu marido entrou na conversa para fazer comentários aleatórios e me salvou da necessidade de uma receita de "como lidar com isso". 

No entanto, alívio eu não senti. Pelo contrário: estou agoniada até agora!! Afinal, eu também gostaria que minha mãe (ou alguém!!!) tivesse me ensinado "como lidar com isso". 

Minha vista está tão cansada quanto eu. Tenho enxergado cada vez pior. E o oftalmologista já me disse que, com o astigmatismo associado a miopia que tenho atualmente, o uso de óculos diário e constantemente é obrigatório! Estou ansiosa por isso, se for aliviar o peso e o sofrimento que tem sido - literalmente e metaforicamente - manter meus olhos abertos.

Eu faria QUALQUER COISA para me livrar dessa angústia! Por mim, pelos olhos e, sobretudo, pelo meu filho. Dormir uma quantidade de horas miseravelmente saudável para o meu organismo (e, na medida do possível, bem!) se tornou meu PRINCIPAL objetivo de vida, vejam só a loucura da situação. Enquanto a urgência de voltar a trabalhar, terminar a pós e minha faculdade e finalizar a arrumação e melhor acomodação de todas as nossas coisas nessa nova minha casa de sempre estão batendo a minha porta, AOS MURROS E PONTAPÉS, eu só rezo por todos os anjos, santos, deuses e orixás para dormir. Fechar os olhos e descansar. 

Será que estou pedindo demais?

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