Somos loucos por cachorros

Eu sempre fui uma pessoa de cães...
Conheço muita gente que ama gatos. Minha avó adorava sua criação de patos e galinha. Minha mãe seguiu com o ofício, dando espaço a vários passarinhos, peixes e até a companhia de um marreco. Minha tia era doida pelo seu papagaio, o Lorinho. Meu primo teve sua fase mais marcante com um coelho. Para não falar nos jabutis, furão, chinchilas e Hamisters.

Mas eu não, eu fui e sou LOUCA por cachorros... Como já dizia aquela propaganda...

O primeiro cãozinho que me lembro ter e amar na vida foi meu travesseirinho de bebê chamado Totó (meu não! Do meu primo, roubado dele desde que me entendo por gente, rs). 



Depois veio a Kika. Uma vira-latinha branca, porte pequeno, que minha avó criava, quando nos mudamos para o Carrão. A Kika foi o primeiro animal que vi morrer. Chorei muito! Ela era dócil e esperta. Sua sensação era vir correndo pelo corredor do quintal até o portão, latindo e fazendo festa, quando a perua escolar que me trazia anunciava a minha chegada. Todos adoravam esse momento! As crianças da perua ficavam penduradas na janela, disputando um lugar para assistir ao show da Kika. Era a alegria da garotada. 

Depois que a Kika morreu passamos um bom tempo sem cachorros. Contentava-me com outros tipos de cachorros de estimação: o floquinho (o cachorro verde, gozado do Cebolinha, da Turma da Mônica) e o Bidu (do Franjinha), o Pluto (da Disney), o inegualável Snoopy (do Charle Brown), o Odie (do Garfield), o Madruquinha (do Chaves) e tantos outros personagens incríveis.





Até que veio a Sasha! A legítima pastora alemã, capa preta, fruto - aliás - de uma barganha indecente!! Mas ok, desses episódios lamentáveis eu prefiro distância!!! Ela veio pra casa ainda filhote. Cresceu rápido e, mesmo adestrada para ser um cão de guarda, ela era muito mansa e bobona. Comia uma barbaridade. Na mesma proporção que sujava o quintal (era uma briga danada, em casa, por causa disso). Não demorou muito e chegou a "Pequena"... Outra vira-lata que minha avó arrumara na feira - de ciúmes, claro - preta, de porte médio, parecida com a Sasha. Uma adotou a outra instantaneamente. Duraram um bom tempo e deixaram suas marcas em muitos momentos da família.



Aqui, não posso deixar de mencionar alguns cães que completavam o núcleo familiar: a Funny e a "Quase", sua filha. Tinha esse nome porque, de uma ninhada de 1/2 dúzia (eu acho!) era a única que sobreviveu (mesmo sendo a que quase morreu, rsrs). Eram duas basset, salsichinhas, igual ao cão da propaganda da Cofap, que meus primos da família Labate tinham. Depois me lembro dos cães que meu irmão teve: o Hans (outro pastor alemão, lindíssimo) e o Mussarela (que nem cheguei a conhecer, um salsicha tb!). A ex-mulher do meu primo teve uma poodle, porte médio, chamada Pituca (a primeira que me lembro ter conhecido da espécie). Era uma época boa da infância para a pré-adolescência, em que os cães era motivo para visitas familiares: "Mamãe, me leva na casa de fulano, para brincar com o cachorro X?". Tudo era uma festa!!

Aí foi a vez dos famosos cães do cinema. O meu favorito era o Bethoven (um São Bernardo enorme e desengonçado que detonava a casa da família). Mas minha mãe adorava a Lassie. E quem não lembra da história baseada em fatos reais do incrível Hachiko, personagem interpretado por um cão da raça Akita, no filme “Sempre ao Seu Lado”, com Richard Gere?! Meu Deus! Quase morri afogada em minhas lágrimas com aquele filme. 



Quase tanto quanto eu me acabei de rir, com o "Soltando os cachorros":
http://www.youtube.com/watch?v=GqMNUPx3MJM&sns=em

Um dia, depois de uma noite com muitos fogos de artifícios, a Sasha morreu. Ela se contraiu tanto de susto com o estrondo dos fogos que teve uma complicação no intestino e não resistiu. Lembro-me de ter ido com minha mãe ao veterinário, para uma visita e, ao chegar lá, ela estava morta (acho que foi o segundo cão que vi morrer na vida!). O engraçado é que eu acho - a lembrança é meio vaga - que tivemos mais uma cadelinha, depois da Pequena, que era menor que a Pequena... Aí ficava engraçado, porque as pessoas perguntavam o nome das duas cachorrinhas e a grande era a Pequena e a menor, que merecia esse nome, não... Tinha outro nome... (que cachorrinho foi esse, Mãe?!). Confesso que nesse ponto, tenho umas memórias bem confusas, perdidas no tempo e no espaço, que para narrar direito, precisaria pedir ajuda aos universitários...

Só sei que lá pelas tantas as duas morreram e novamente ficamos sem cães. Nessa fase, minha alegria era os cães dos amigos. Para homenagear, gostaria de mencionar: a Nina (da Mariza), a Cindy e o lendário Odin (da Inês), a Luna (da Tânia), a Matilda (da Pietra), a Nega (da Débora), o Tobbynho da Thais, o Negão da Aline, a Meg da minha prima, a Tatá+Pelé+Billy do André e da Sileni, a matilha da Iony (rsrsrsrs), o Clubinho da Andrea, as duas princesinhas e o príncipe soberano da Neide+Tay+Olga, o fofão (da família Almeida). E tantos outros que ficaria difícil de relacionar todos.



Até chegarmos há 2002, quando ganhei a minha poodle, amada e querida: a Miúcha Bossa Nova. Minha mãe e minha prima a trouxeram para mim e, devo dizer, ela foi e ainda é a melhor conselheira e companheira de bodes e lágrimas que alguém pode ter na vida!!! Lambeu muito choro meu. Dormia comigo. Vivíamos grudadas uma na outra (mesmo eu já tendo 20 anos!). Ensinei a ela vários truques... O tradicional, que minha mãe sempre fez questão que nossos cachorros aprendessem, era sentar. A Kika era a mestre nisso. Bastávamos comer qualquer coisa, que lá estava ela, sentada, com cara de pidona, olhando para a gente. Além de sentar, a Miúcha aprendeu a andar com duas patas e a dar pulinhos.






Dois anos depois, era a vez da Pituca Rock in Roll. Pela a variação do gênero musical, vocês já imaginam o gênio dessa segunda cadelinha. A Pituca é minha raposa disfarçada de vira-lata, abandonada na rua com menos de um mês de vida, segundo a veterinária que fez seu primeiro atendimento. Toda marrom amarelada, peludinha, numa mistura interessante de Cocker com Basset de dar gosto. Até hoje, a Pituca é o centro das atenções entre todos os meus amigos (não é Débora, Cássia, Aline, Reche e cia?! Kkkkkkk). Também, não é pra menos: a Pituca sabe até hoje ganhar os holofote como ninguém. Espevitada, maloqueira, brincalhona, carinhosa. Meu "cão de bruxa"! Dona do meu portão!! Virou o cão alfa imediatamente (nem preciso dizer que, embora aguçada em seu instinto materno, a Miúcha nunca mais foi a mesma desde que a Pituca chegou). E, até hoje, as duas são minhas filhas de pêlos que para sempre vou amar.








Por fim, acho até que por obra da casualidade do Destino, há 2 anos nasceu meu filho. E, embora ele ame as duas cachorrinhas, salta aos olhos sua predileção pela Pituca. Também, pudera, a Miúcha desenvolveu uma diabetes forte, há quase 6 anos. Engordou monstruosamente, perdeu peso a ponto de estar pele e osso (mesmo tratada diariamente com ração especial e injeção de insulina), ficou cega e está visivelmente bem abatida. Tenho, todos os dias, preparado meu espírito para assistir meu terceiro cão partir. (Sina, talvez, de quem tenha uma tríplice relação intima com cães, como o Cérbero que acompanha Minha Senhora... Ou o cão que caridosamente lambe as chagas de São Lázaro, sincretismo católico de meu Pai Obaluayê!). 



Mas, retomando, graças a meu filho, um novo cachorro entrou para as nossas vidas! O responsável pelo primeiro gesto e manifestação de entusiasmo e alegria que o Davi demonstrou, ainda neném de colo. O grande tema de seu 1º aniversário e, hoje, amigo inseparável de todas as noites, em forma de seu boneco de bebê: o Doki!!! O mascote do Discovery Kids, canal de desenhos da TV a cabo.





E as coincidências não param por aí...
Na semana que termino de escrever esse post e o salvo, pela primeira vez, na fila dos meus rascunhos para revisar, ilustrar e publicar; descubro que o GLOBO REPÓRTER daquela mesma semana preparou um especial só sobre cachorros!!!! Muuuuuuuito bacana! Quem não viu, vale a pena conferir:

http://www.youtube.com/watch?v=GqMNUPx3MJM&sns=em

Por essas e outras que observo toda essa cronologia e as pegadas de tantos cães que marcaram (e ainda marcam!) minha vida. E concluo a intensa verdade que habita este grande clichê: o cão é o melhor amigo do homem!!!


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