É tempo de construir...
Essa eu ouvi da minha psicóloga, na análise.
"É tempo de construir..."
Impressionante como ela conseguiu sintetizar bem meu momento. E até o que foi de tudo o que passou.
Hoje, olho para traz e posso dizer que me reconheci como um terreno baldio e abandonado. Cheio de entulhos, destroços, vegetação seca e irregular, pragas, ervas daninhas, muito pó, sujeira e lixos... de todo tipo! Doenças, traumas, rupturas, mudanças, cansaços, exaustão, anulações diversas, enfraquecimento, fragilidades...
Acho que a melhor e mais bonita transformação da minha vida (a maternidade) veio de modo desordenado, como uma tormenta avassaladora que joga tudo abaixo.
Só nos últimos 5 meses que pude, enfim, parar em frente a este caos... respirar fundo e, em silêncio por alguns instantes, olhar para tudo com calma e sem desespero. Tive muito trabalho! Foram semanas e mais semanas de dedicação árdua, trabalho duro, profundo, imenso...Mas devagar e continuamente, eu me muni de sacolas plásticas, vassoura, enxada, luvas, rodo, muitos baldes, mangueira, água, desinfetante e sabão. Britadeira, caçamba, polias e esfregão. Claro, tive ajuda dos familiares, amigos tantos e queridos - cada qual a seu modo - mentores e estímulos. Tratamentos, médicos, remédios, repouso, atividades físicas (caminhada, essencialmente), infraestrutura doméstica (poder trabalhar de casa), compromissos burocráticos e urgentes (daqueles chato, chato, rs)... Trabalho, trabalho trabalho!!
Foi um verdadeiro exercício diário de insistir, persistir. Até chegar nessa correnteza natural da vida.
Cuidei e continuo cuidando de mim, do meu filho, do meu marido, da minha família, dos meus amigos (menos do que eu gostaria), da minha vida profissional, financeira, pessoal, íntima, social, espiritual (também bem menos do que eu realmente gostaria!) e assim por diante.
O terreno da minha vida, que antes estava baldio e abandonado, agora passou a ser proveitoso e reocupado. Dei o devido destino aos entulhos, destroço e lixos (aterros e reciclagem). Capinei toda a vegetação rasteira. Limpei, varri, lavei e esfreguei. Tirei o reboco velho da personalidade que já não me servia mais... desinfetei, detetizei e me livrei, assim, de todo tipo de germes, bactérias, ácaros e pragas.
Sim, agora é tempo de construir... Tudo está limpo e cuidado. Desocupado e tratado.
Claro que muita coisa ainda está só na massa, o chão é de terra batida, a "céu aberto", protegido apenas por uma lona e uma corrente com cadeado. Mas os cães estão de guarda. A reforma logo vem. Por hora, o momento é de sonhar... projetar... formular. Desenhar como será esse novo habitat natural que abrigará essa alma nova, pulsante e inquieta.
Que venham as sacas de cimento, as latas de tintas, os móveis novos e o cheiro bom de coisa nova.
É tempo de construir...
"É tempo de construir..."
Impressionante como ela conseguiu sintetizar bem meu momento. E até o que foi de tudo o que passou.
Hoje, olho para traz e posso dizer que me reconheci como um terreno baldio e abandonado. Cheio de entulhos, destroços, vegetação seca e irregular, pragas, ervas daninhas, muito pó, sujeira e lixos... de todo tipo! Doenças, traumas, rupturas, mudanças, cansaços, exaustão, anulações diversas, enfraquecimento, fragilidades...
Acho que a melhor e mais bonita transformação da minha vida (a maternidade) veio de modo desordenado, como uma tormenta avassaladora que joga tudo abaixo.
Só nos últimos 5 meses que pude, enfim, parar em frente a este caos... respirar fundo e, em silêncio por alguns instantes, olhar para tudo com calma e sem desespero. Tive muito trabalho! Foram semanas e mais semanas de dedicação árdua, trabalho duro, profundo, imenso...Mas devagar e continuamente, eu me muni de sacolas plásticas, vassoura, enxada, luvas, rodo, muitos baldes, mangueira, água, desinfetante e sabão. Britadeira, caçamba, polias e esfregão. Claro, tive ajuda dos familiares, amigos tantos e queridos - cada qual a seu modo - mentores e estímulos. Tratamentos, médicos, remédios, repouso, atividades físicas (caminhada, essencialmente), infraestrutura doméstica (poder trabalhar de casa), compromissos burocráticos e urgentes (daqueles chato, chato, rs)... Trabalho, trabalho trabalho!!
Foi um verdadeiro exercício diário de insistir, persistir. Até chegar nessa correnteza natural da vida.
Cuidei e continuo cuidando de mim, do meu filho, do meu marido, da minha família, dos meus amigos (menos do que eu gostaria), da minha vida profissional, financeira, pessoal, íntima, social, espiritual (também bem menos do que eu realmente gostaria!) e assim por diante.
O terreno da minha vida, que antes estava baldio e abandonado, agora passou a ser proveitoso e reocupado. Dei o devido destino aos entulhos, destroço e lixos (aterros e reciclagem). Capinei toda a vegetação rasteira. Limpei, varri, lavei e esfreguei. Tirei o reboco velho da personalidade que já não me servia mais... desinfetei, detetizei e me livrei, assim, de todo tipo de germes, bactérias, ácaros e pragas.
Sim, agora é tempo de construir... Tudo está limpo e cuidado. Desocupado e tratado.
Claro que muita coisa ainda está só na massa, o chão é de terra batida, a "céu aberto", protegido apenas por uma lona e uma corrente com cadeado. Mas os cães estão de guarda. A reforma logo vem. Por hora, o momento é de sonhar... projetar... formular. Desenhar como será esse novo habitat natural que abrigará essa alma nova, pulsante e inquieta.
Que venham as sacas de cimento, as latas de tintas, os móveis novos e o cheiro bom de coisa nova.
É tempo de construir...


Comentários