testamento
Eu não sei se juridicamente, um post, feito pela autora dessa canal de comunicação, em suas plenas condições autísticas, Borderline e diagnosticada com As/Sd vale como um testamento. Ao menos deve valer como força documental de quem - de fato - tinha o login e senha para tal acesso e sabe que somente eu - Maria Carolina Pereira Carvalho de Almeida (RG: 30.764.248-3 / CPF: 310.836.438-35) estou em pleno gozo das minhas faculdades mentais para isso.
E eu tenho amigos e psicólogas para provar que esse blog é meu único diário e irrestritamente particular.
Por isso, se tornou um ambiente terapêutico. Onde eu começo texto a serem trabalhados em terapias... E outros que não saem do rascunho.
Mas diferente dos outros, este, está sendo escrito no dia 31.12.2022. no limite do limite que eu achei que seria capaz de bancar psicologicamente e emocionalmente. (E atualizado agora, no dia 01.01.2023, pois não queria perder a posse do Lula; onde minha mãe e eu fazíamos planos de estar presente mas que, dessa vez, eu não consegui)
Fiz do dinheiro que o seguro saúde o que minha mãe me deixou AQUILO QUE EU ACHEI que minha mãe faria, ajudando pessoas em suas dificuldades financeiras.
Dei uma viagem para os meninos (Dan e Davi) descansarem (mesmo o tiro tendo saído pela culatra).
Paguei o que eu sei que ela faria questão de pagar ao Evandro, por todo o trabalho dele com o inventário do Roberto (e sim, o dela também).
Honrei os bônus da Neusa, prometida por ela . E NÃO; NADA disso - que era o que ela valorizava - foi repartido em 2.
Tudo o que gravamos em nosso último encontro em família se tornou pó e cinza.
Meu irmão, que disse que tem uma vida no Acre, pra lá nunca mais voltou; nem para ver a filha, nem para os 50 anos da esposa.
Não cuidou da filha e nem da saúde dele, tal como ele havia prometido em vida para a minha mãe.
E de lá pra casa, tudo o que ele fez foi tornar a minha vida em um inferno.
Eu que já estava aqui, de uma licença médica. Que nesse momento me levaram a 4ª ou 5ª perícia não INSS, para dizer se estou ou não apta ao trabalho. Eu que trabalho com carteira assinada aqui em SP desde que eu nasci. Que sempre tive meu título de eleitor no mesmo colégio eleitoral aonde eu me formei no ensino médio.
Meu filho, agora com 10 anos, um garoto praticamente feito. Sim, autista. Precisa de uma série de cuidados que precisarão ser prioridade em 2023 (fono, psicóloga e TO) em meio ao seu último ano de Fundamental I.
Mas ele tem um pai incrível, uma madrinha fantástica e uma Neusinha fora de sério. Comigo, despedida deste mundo, garanto que 50% desse imóvel (+ 25%) serão garantindo como espólio da filha e do neto; que em termos legais, por sermis residentes e domiciliados aqui, somos os pagantes de todas as contas domiciliares; tenho certeza que nesse caso, teríamos prioridade sobre a posse desse imóvel.
E assim eu faria algo real por meu filho e marido, que tantos amos, que seria a garantia de um teto para morar, o alimento que não faltará e a rede de apoio que em mim eles não conseguem mais contar. Só eu, como mais um peso, a eles
O carro (Celta), garantirei antes da minha partida, a certeza absoluta que este estará quitado, pelo menos para deixá-lo como patrimônio ao meu marido, tal com garantia o seguro.
E mais pelo menos 55 mil reais para que ele (Dan) possa continuar trabalhando seja para o Uber, seja buscando algo em horário fixo. O fato é que ele terá dinheiro suficiente para ir quintando as despesas da casa (que eu vou deixar organizadinho no caderno caixa pra ele) e garantindo a vida deles, o pagamento da Neusa e os custos dos bichos e projetos verdes; por pelo menos 1ano.
O tempo para deixar meu único pedido ao meu PAI: O DE PAGAR A ESCOLA ESPECIAL QUE O DAVI VAI PRECISAR EM TEMPO INTEGRAL E QUE TEM UMA PROPOSTA INCLUSIVISTA. Eu gastei anos buscar do alternativa para quando o ano de 2024 chegasse... E agora eu sei que é a única alternativa e excelente melhor alternativa aqui na região Colégio Marupiara (http://www.marupiara.com.br/)
E TUDO, tudo que seja considerado meu por partilha de bens do espólio da Maria Elisabete (incluindo ou não o bem do Roberto, a cerca da venda de um terreno) que seja - DA MINHA ÚNICA E EXCLUSIVA VONTADE, QUE SEJA DE PROPRIEDADE DE MEU FILHO, DAVI PEREIRA CARVALHO DE ALMEIDA, MAS COM USOS E FRUTOS DE DANIEL DUARTE DE ALMEIDA ATÉ SUA MORTE OU OS 21 ANOS DO Davi.
E ASSIM, todos os os cacarecos (cadernos diários, elementos de magia, sejam todos cremados em uma imensa fogueira). Nada mexido. Nada lido. Nada repartido. MH, Mayhem, Espelho de Circe, Astrologia do Qos, Ordine, coven da Cássia ou da Petrúcia. Quero que cada item, cada objeto, estátua pagã, taça, adaga.... Seja quebrado. Que não possa mais se usado com seu propósito original (e restos despachado no lixo reciclável mesmo). Pedras, enterradas. Poções, devolvidas a terra. Isso inclui minha Hecate e Meu Caduceu.
Roupas, joias e decks de tarot, para quem quiser fazer um bonitinho uso, pode doar.
Minhas guias de Terreiro, assim como o Quelê e tudo de Santo que for meu, entregue ao Davi (mesmo que ele só guarde como recordação ou resolva, após os 21 anos, com o suporte do Pai Daniel, arrebentar tudo e lançar ao mar)
Livros, chamem apenas os meus mais queridos (Mariza, Thais, Danilo Daniel Reginato, Débora, Paulinha, Edy, Kamila e Luciana); para que sejam distribuindo entre meu marido e eles, apenas.
Que nas minhas redes sociais seja mais uma vitrine de até aonde pode ir (consciente ou inconscienteme) a solidão de alguém enlutada que - ao perder seu esteios e vida - não sente mais aonde é que eu posa se segurar para continuar percorrendo seus sonhos.
Queria ser professora.
Uma educadora fodana, igual a Catiusca
Mas queria trabalhar com formação de leitores e ajudar, nem que só um pouquinho, a criançada e adolescentes a sair um pouco das telas e ficarem um pouco no mundo imaginário dos livros.
Queria seria mãe de santo fe um terreiro de umbanda. Mas que ele fosse uma organização religiosa sem fins lucrativos DENTRO de uma associação.
Uma casa que desse conta de todos os propósito e ações sociais que eu tenho vontade de fazer.
Onde além da organização religiosa, fosse possível manter um centro cultural, uma espécie de quilombo, mas que atua-se como acolhida de todos aqueles que não tem um lugar para ser o que são: trans, não-binário, brancos com ideologias pretas e comprometidas com os nossos povos originários, mães solos, neopagões que também são tão perseguidos por suas celebrações como as nossas. Neurodivergentes.
Pessoas já tão apagadas entre todas aquelas quando se fala de apagamento cultural.
Eu queria que essa casa fosse um lugar de preservação deu uma patrimônio histórico e cultural, do Brasil,em diáspora sim; bantu - congo. Mas também mestiça, parda, oriundas de imigrações e migrações.
De gente como a gente que a gente nem trata como gente. Eu queria que nessa casa de Macumbaria, elas pudessem existir. E ser livre
Se u vou ver.
Acho que não.
2023 está duro e pesado demais
Dilacerado e difícil de começar.
Talvez fosse mais fácil termina-lo.
Gratidão especial a Aurelina e ao Dr Gregorio. A Carol, do perfil borderbrasil e da Letícia Lopes que me ajudaram muito.
E Dan, não tenha raiva de mim, sinta como se finalmente a dor acabou. E. Ao duvide. Quando eu vejo os olhos, é só você que eu vejo. Me transforme em um monte de pó de plim plim plim; que a nossa pequena NUNCA saiu do seu lado. Só pedir que eu chuvo em você, em um abraço quente e repleto de amor.
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente eu sei que vou te amar
E cada verso meu será pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
E DAVI: guarda a pedra do coração da mãe dágua. Eu estarei lá... Junto com a estrelinha das 3 Maria que já sou eu e a avó. Não se esqueça:
Eu te amo mil milhões!
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