"Avaliação psicológica no transtorno de personalidade Borderline: Estudos brasileiros" - post I

Vou registrar aqui alguns comentários pessoais a partir da minha leitura  da Monografia apresentada pela Paula Fernanda Scherer como exigência parcial do Curso de Especialização em
Avaliação Psicológica – sob orientação do Prof. Dr. Claudio Simon Hutz; com a ÚNICA finalidade a de compreender como uma avaliação psicóloga poderia falar contra ouva favor de um possível diagnóstico (ou hipótese diagnóstica) em mim, como portadora de TPB.


No resumo
A pesquisadora diz  que "os aspectos que atuam como características principais do
TPB são a instabilidade afetiva, a impulsividade e a agressividade. Estas características
ficam ainda mais acentuadas quando os pacientes apresentam ideação ou tentativas de
suicídio"

Bom, instabilidade afetiva é algo inegável que eu carrego há 40 anos. Impulsividade também; mas eu cada vez mais acho engraçado - sendo eu uma profissional da área das Letras - como o termo agressividade vem sempre acompanhada de uma ideia violenta extracorpórea, que implica em rompantes explícitos em ambientes e até para com o outro.

Se eu fosse pensar no seu sentido mais denotativo da palavra, agressividade está sempre ligado com hostilizar, destruir, provocar... Que tem uma predisposição para se comportar de maneira hostil e destrutiva.

Bem, o interessante é que, em nenhum momento, as definições indicam COMO essa agressão se comporta; o que, no meu caso, minha agressividade SEMPRE FOI para dentro. Eu sempre me mordi, me arranhei ou me belisquei. Com a idade, sofistiquei isso com uma navalha. Por 2x, em 2 dos meus episódios depressivos mais críticos, eu precisei que alguém escondecem objetos cortantes de perto de mim. Mas nunca fiz cortes tão profundos que sangrassem aos montes ou que eu fosse parar no hospital. Eram sempre superficiais e periféricos, braços ou pernas; de modo que fossem fácil de esconder. 

Eu MORRO de medo que isso seja o estereótipo fatal para me enquadrarem na camisa de força do TPB. Afinal, isso não me torna normal, não é mesmo?! É algo de gente louca, diriam os mais antigos. Hoje, sofisticamos mais uma vez a semântica dos termos, de modo que eu poderia ser chamada de "desajustada". 

Tenha o nome que isso quiser ter; isso é um fato. A última vez que me arranhei com tamanha força e marquei meu braço todinho com uma chave foi em 2019. Navalha não "apelo" mais para ela desde que superei minha Depressão Pós Parto (DPP), há 8 anos.

Agora, suicídio mesmo... Nesses meus 40 anos já foram 3 episódios. Justamente nos meus 3 episódios depressivos mais críticos, clinicamente diagnosticados e acompanhados por psiquiatras e psicólogos. Se minha memória não me trai, foi algo entre os meus 19/20 e poucos anos, depois entre 25/26 anos e, por fim, na minha DPP, com uns 30/31 anos.

Voltando a apresentação do trabalho, a pesquisadora segue explicando que "o presente estudo objetiva a produção de uma revisão de literatura acerca do tema. A mesma realizada a partir do levantamento de publicações científicas brasileiras. O estudo 
permitiu compreender que, para a investigação diagnóstica do TPB os profissionais vêm 
utilizando predominantemente as técnicas projetivas, como o Rorschach e o Teste de 
Apercepção Temática - TAT. Também pôde-se perceber que, com menor frequência, 
também são utilizados testes psicométricos, como o WAIS – III. Além destas formas de 
avaliação, o estudo encontrou autores que sugerem, também, um diagnóstico baseado nos 
critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM – 5".

Pois bem, nos posts a seguir, para este não ficar imenso... Vamos a eles!!!! 

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