Avaliação psicológica no transtorno de personalidade Borderline: Estudos brasileiros" - post VI - final
Para encerrar essa série...
O artigo traz também o método sugerido por Antúnez e Santoantonio (2007) que se utiliza de uma abordagem fenômeno-estrutural na avaliação psicológica para o diagnóstico de TPB. Segundo os autores, o método dirige-se à análise dos dados imediatos da consciência, temporalidade vivida e do dinamismo do contato com a realidade.
O que me pareceu bastante assertivo e interessante nessa fenomenologia, é fato dela priorizar uma visão do que é vivido pelo paciente, a fim de
poder reconhecer o que há de idêntico dentro da multiplicidade.
Neste sentido, ao ilustrar a avaliação psicológica de um caso borderline, os autores optaram pela utilização das seguintes técnicas e instrumentos:
🔸Entrevista aberta;
🔸Rorschach;
🔸Teste de Apercepção Temática - TAT e
🔸Escala de Inteligência Wechsler para Adultos - WAIS-III (Antúnez & Santoantonio, 2007).
Além desses, o artigo também faz referência a outra maneira bem diferente desses, de um pesquisador que demonstra, em seu trabalho (1998), uma possibilidade de avaliação psicológica do sujeito com suspeita de TPB a partir de
um checklist baseado nos critérios diagnósticos estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e
Estatístico de Transtornos Mentais (DSM).
Ok, ok... A primeira vista também achei rasa e superficial. Porém...
A avaliação contempla ainda traços, pensamentos e comportamentos do paciente observando se os mesmos correspondem aos critérios estabelecidos pelo manual.
Aí eu pensei: poxa, não é nada diferente do que eu estou fazendo aqui. 🤭🤷
CONCLUSÃO DO ARTIGO
Entre as mais variadas formas de avaliação psicológica, estudos neuropsicológicos a respeito de indivíduos com TPB já afirmam que há falhas importantes na esfera cognitiva destes sujeitos.
Eles dizem que aqueles diagnosticados com o transtorno apresentam comprometimento de domínios cognitivos específicos ligados a funções como atenção, flexibilidade cognitiva, memória de trabalho, capacidade de planejamento e memória visoespacial
E É BEM ISSO.
TÁ AI ENTÃO A EXPLICAÇÃO DO PORQUE O TPB TEM TANTA SIMILARIDADE COM O TDAH!!!!
Em exames de neuroimagem cerebral, Pacientes com este diagnóstico podem apresentar diversas dificuldades intelectuais, tais como,
🔸 déficits na capacidade de tomada de decisões e de planejamento;
🔸resposta impulsiva a determinados estímulos;
🔸interpretações distorcidas de eventos cotidianos;
🔸atitudes equivocadas e prematuras e rigidez cognitiva (Pastore & Lisboa, 2014).
Assim, a presença de deficiências cognitivas tem sido relacionada a disfunções em áreas
cerebrais responsáveis pelas funções executivas. Estas, podem interagir com aspectos
emocionais, alterando a capacidade do indivíduo de pensar e controlar seus impulsos comportamentais, o que pode gerar uma maior propensão ao comportamento suicida (Pastore & Lisboa, 2014).
Agora, sobre a Etiologia do TPB
Determinar as causas e origens deste transtorno ainda depende de muitas pesquisas!!!
Pastore & Lisboa, em 2014, pontuaram em seus estudos alguns aspectos relacionados a etiologia do transtorno, a fim de melhor compreender o diagnóstico do Transtorno de Personalidade
Borderline. Para eles, existe um conjunto de fatores relacionados a este aspecto, tais como:
✴️ a genética
✴️ experiências de separação/perda
✴️ abuso infantil e
✴️ ambiente familiar conturbado e caótico
E MAIS UMA VEZ, LA VOU EU DANDO MEETING COM TODOS OS ASPECTOS ACIMA... 🤦🤦🤦
Os autores ainda apontam as perdas na infância como um componente
importante na determinação do TPB, sendo que de 20% a 40% dos pacientes com o diagnóstico experimentaram separação traumática de pelo menos um dos pais.
O abuso sexual infantil também tem aparecido com um dos aspectos a serem considerados na etiologia do TPB. Alguns estudos já identificaram que 81% dos indivíduos diagnosticados com o transtorno de personalidade sofreram abuso sexual na infância. O percentual alto demonstra a importância de se observar este aspecto durante uma avaliação psicológica para diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline.(Pastore & Lisboa, 2014).
CERTA VEZ, A XUXA DEU UMA ENTREVISTA QUE CULMINOU NA VIRALIZAÇÃO DE UMA HASHTAG #MEUPRIMEIROABUSO.... NUNCA VOU ESQUECER PORQUE EU LEMBREI DO MEU, QUE NUNCA, NUNCA NA MINHA VIDA CONTEI PARA NINGUÉM.
E O "ENGRAÇADO" NA ÉPOCA FOI PERCEBER A ENXURRADA DE MULHERES QUE JÁ HAVIA PASSADO POR ALGUM TIPO DE ABUSO SEXUAL. FORAM VÁRIAS, INÚMERAS, UM NEGÓCIO ASSOMBROSO... VIROU TRENDING TOPICS NO TWITTER. E, ALÉM DISSO, SE OS RELATOS ERAM SOBRE COMO SE DEU O 1° ABUSO, PRESSUPÕE QUE AQUELES NÃO FORAM O UNICO!!! 😰😓
E FOI AI QUE AQUILO ME DILACEROU. 1) POR TER LEMBRADO DO PRIMEIRO, AINDA COM IDADE MENOR QUE 10 ANOS. 2) PORQUE CAIU UM BALDE DE ÁGUA GELADA DE UMA VEZ NA MINHA CONSCIÊNCIA, DE TODOS OS DEMAIS DEPOIS DO 1°
Mas, voltando ao artigo, por fim, ele ainda destacou a aplicação de técnicas psicométricas, ou quantitativas, por meio de estatísticas, capazes de fornecer dados a respeito de variáveis não diretamente observáveis,
como, por exemplo, a inteligência, depressão e traços de personalidade.
SERÁ QUE - NO MEU CASO - AQUI SE ENCAIXA, POR EXEMPLO, O TAL DIAGNÓSTICO QUE EU RECEBI DE AH/SD?? 🤔🤔
Quando adequadamente estudados e compreendidos, estes dados são essenciais para a integração
de resultados em um laudo (Cunha, 2008).
Uma das mais utilizadas técnicas psicométricas, a Escala Wechsler de Inteligência para Adultos – WAIS III, tem como objetivo investigar o desempenho intelectual de
adolescentes e adultos, enfatizando também, a influência de fatores não intelectivos no desempenho intelectual do indivíduo, tais como: atitudes, emoções e valores (Nascimento, 1998).
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E FOI ISSO!
A PRÓXIMA SÉRIE QUE EU FAREI AQUI É SOBRE O LIVRO "MENTES QUE AMAM DEMAIS: O JEITO BORDERLINE DE SER" - DA ANA BEATRIZ BARBOSA. 🤓📚📖
AFINAL, PARA QUE SERVE O HIPERFOCO EM MEIO A UM PROCESSO OFICIAL DE AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E TESTAGEM QUE ESTOU FAZENDO, ATÉ ELA TERMINAR E EU DESCOBRI, DE UMA VEZ, SE SOU OU NÃO BORDER.
#ansiedadefeelings
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