"Avaliação psicológica no transtorno de personalidade Borderline: Estudos brasileiros" - post III
Retomando o POST anterior, onde eu comecei a dialogar com a INTRODUÇÃO da monografia apresentada pela Paula Fernanda Scherer como exigência parcial do Curso de Especialização em Avaliação Psicológica – sob orientação do Prof. Dr. Claudio Simon Hutz; com a ÚNICA finalidade a de compreender como uma avaliação psicóloga poderia falar contra ouva favor de um possível diagnóstico (ou hipótese diagnóstica) em mim, como portadora de TPB.
INTRODUÇÃO
(...)
"Certamente a avaliação psicológica de pacientes com Transtorno de personalidade borderline é dificultada em função dos diversos mecanismos de defesa comumente utilizados por estes.
Pasini e Dametto (2010) citam os principais, como: Clivagem, é a
separação entre extremos, dividindo o que há de bom e de mau em si mesmo e no outro; Ideação primitiva, tendência a acreditar que o outro é totalmente bom ou totalmente mau.
Onipotência e desvalorização, que podem atuar juntas caracterizando o “eu’ como grandioso e, consequentemente, desqualificando o outro; Identificação projetiva, onde
acontece a externalização de aspectos agressivos da personalidade, resultando na
“aparição” de objetos perigosos dos quais o indivíduo tenta se proteger; Denegação, onde acontece a anulação de um sentimento ou percepção fazendo-o perder seu conteúdo emocional de modo que o sujeito trata o assunto com indiferença"
FRANCAMENTE? 🤔🤔🤔
Não sei o quanto essas coisas se aplicam a mim.
Por isso, vou destacar tal como eu fiz neste primeiro post sobre o assunto, o que - de fato - eu identifico que dialoga comigo:
-------> LEGENDA:
Negrito, me identifico, faz sentido com quem eu sou e minha história de vida ✔️
Sublinhado, NÃO me identifico e acredito que NÃO faz sentido com quem eu sou e minha história de vida ❌
******
▶️ Clivagem, é a separação entre extremos, dividindo o que há de bom e de mau em si mesmo e no outro;
Já fiz muito isso. A idade e a maturidade me fizeram, desde os 25/30 anos encontrar os tons de cinza entre o preto e branco do "bom" e "mau". E, apesar disso, sempre soube discernir que nada e nem ninguém é 100% mau ou bom.
▶️ Ideação primitiva, tendência a acreditar que o outro é totalmente bom ou totalmente mau.❌
▶️ Onipotência e desvalorização, que podem atuar juntas caracterizando o “eu’ como grandioso e, consequentemente, desqualificando o outro; FRANCAMENTE, no meu caso, acho que sempre fiz o extremo oposto!!! A vida toda eu caracterizou o meu "eu" como desqualificado, consequentemente, grandioso é sempre o outro!!! = Baixa Auto Estima!!!
▶️ Identificação projetiva, onde
acontece a externalização de aspectos agressivos da personalidade, resultando na
“aparição” de objetos perigosos dos quais o indivíduo tenta se proteger; ✔️ de novo, sim. Arranhões, mordidas, cortes e por aí vai.
▶️ Denegação, onde acontece a anulação de um sentimento ou percepção fazendo-o perder seu conteúdo emocional de modo que o sujeito trata o assunto com indiferença. Acredita que não ❌ acho até que uma das coisas que mais me prejudicam é a hipersensibilidade, ser mega sensível e elevar a níveis muito intensos um sentimento ou percepção, de modo que nem sempre trivialidades eu consigo lidar com a devida "indiferença".
AGORA, seguindo na leitura da monografia, a pesquisadora apresenta o método utilizado para a sua:
Análise de dados
"Será realizado um refinamento de todos os artigos encontrados tendo como foco os estudos brasileiros que falam sobre a avaliação da personalidade borderline. Em
seguida será feita uma análise qualitativa dos resumos e serão selecionados somente os
que atenderem os seguintes critérios: Possuir como objetivo principal ou secundário a avaliação da personalidade borderline e contar com adultos como sujeitos de
investigação."
Os Resultados e Discussão encontrados por ela, eu irei comentar no próximo post. 😉
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