Avaliação psicológica no transtorno de personalidade Borderline: Estudos brasileiros" - post IV
Retomando a série de postagens que eu iniciei aqui POST anterior, onde eu comecei a dialogar com a Monografia apresentada pela Paula Fernanda Scherer como exigência parcial do Curso de Especialização em Avaliação Psicológica – sob orientação do Prof. Dr. Claudio Simon Hutz; com a ÚNICA finalidade a de compreender como uma avaliação psicóloga poderia falar contra ou a favor de um possível diagnóstico (ou hipótese diagnóstica) em mim, como portadora de TPB.
Isso poderia me soar melhor se eu pensasse que é "um persistente padrão de comportamento e de vivência" que o portador do transtorno carrega mas que não condiz com quem ele é. Talvez isso fizesse mais sentido; afinal, o que eu mais escuto é que eu sou - muitas vezes - uma pessoa que sim, vê e percebe de si mesma padrões de conduta e comportamento que - simplesmente - não bate com aquilo que as pessoas que me amam e mais próximas de mim acreditam ser condizente com o que eu deveria ser ou fazer. E com isso, não estou me referindo exatamente ao padrão cultural a que estou inserida... mas de coerência com aquilo que eu também compreendo ser quem sou, ou pelo menos parte importante daquilo que eu acredito que moldo para ser a minha personalidade. Só que, por algum motivo, graças ao tempo, a convivência e a intimidade honesta que essas pessoas do meu ciclo seguro de relacionamento (e, que, portanto, parecem conhecer mais de mim do que eu mesma), sabem mais dos meus comportamentos e das minhas vivências, do que eu mesma. Apontam condutas que fossem esperadas daquilo que eu escolho ser (e não que eles esperam que eu seja).
TALVEZ ISSO sirva mais para falar sobre um transtorno de personalidade do que a mera noção de padrões estabelecidos por uma cultura que, muito frequentemente, está também tão doente em suas estruturas quanto quem nela vive. Claro, eu compreendo que é preciso estabelecer parâmetros sociais para distinguir o que pode ser considerado "normal/adequado/normativo", do que não... (embora eu também ODEIO esse tipo de linha de pensamento que segrega as pessoas e as aprisionam em moldes e rótulos 😠).
❌ Narcisismo,
✔️ sangramento psíquico,
✔️ hipersensibilidade desordenada,
🤔 rigidez psíquica,
❌ tendência a reações terapêuticas negativas,
✔️ sentimentos de inferioridade,
❌ masoquismo,
✔️ insegurança “somática”,
✔️ mecanismos de projeção e
🤔 dificuldades para testar a realidade..

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